O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) diagnosticada em querido influenciador Lito Souza

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 547 casos confirmados da enfermidade entre 2005 e 2021

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Receber o diagnóstico de uma doença grave costuma provocar um impacto profundo, especialmente quando a confirmação chega depois de um período marcado por dúvidas, exames e mudanças na rotina. Foi nesse cenário que a família do piloto e influenciador Lito Sousa.

Conhecido pelo canal Aviões e Músicas, recebeu a confirmação de que ele tem a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurológica rara, progressiva e, atualmente, sem cura. A informação foi revelada nesta sexta, dia 21 de agosto pela esposa de Lito, Mila, em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo ela, a definição do diagnóstico levou tempo e ocorreu após o agravamento dos sintomas. Nas últimas semanas, o influenciador passou a apresentar perda de parte da capacidade motora, até que os médicos chegaram à conclusão sobre a doença.

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A DCJ pertence ao grupo das doenças priônicas, provocadas por alterações anormais em proteínas chamadas príons. Essas proteínas podem se acumular no cérebro e provocar a destruição progressiva de células nervosas. Entre os sinais associados à enfermidade estão alterações de memória, demência, tremores e outros comprometimentos neurológicos.

Existem quatro formas conhecidas da doença: esporádica, hereditária, iatrogênica e a variante associada à encefalopatia espongiforme bovina. Apesar de muitas vezes ser relacionada ao chamado “mal da vaca louca”, a forma esporádica da DCJ é diferente da variante adquirida por exposição à doença bovina.

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Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil confirmou 547 casos de DCJ entre 2005 e 2021. São Paulo concentrou o maior número de registros, com 202 confirmações, seguido por Minas Gerais, com 57, e Paraná, com 44.

A evolução da doença costuma ser rápida. Informações reunidas pelo Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, embora a evolução individual possa variar.

Não existe atualmente tratamento capaz de interromper ou reverter a DCJ. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas, ao suporte ao paciente e à prevenção de complicações. O diagnóstico pode envolver avaliação clínica, exames de imagem, eletroencefalograma e testes específicos, como o RT-QuIC.

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Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira