A comunidade de Tramandaí e Imbé, no Litoral Norte gaúcho, enfrenta um momento de luto e indignação com a confirmação da morte de José Álvaro Hoffmeister, de 68 anos.
O professor de história aposentado, que dedicou anos de sua vida ao magistério no Instituto Estadual de Educação Barão de Tramandaí, desapareceu entre a noite de sexta-feira, 27 de março, e a madrugada de sábado.
O sumiço, que mobilizou familiares e autoridades durante todo o final de semana, teve um desfecho trágico na tarde desta segunda-feira, 30 de março, quando o corpo do docente foi localizado após uma ação da Brigada Militar.
O caso começou a ser elucidado na área central de Imbé, na Rua Alegrete, onde os policiais abordaram um casal, um homem de 20 anos e uma mulher de 25, que circulava com o Renault Kwid da vítima.
Além do veículo, os suspeitos portavam os cartões de crédito de Hoffmeister, que, como foi investigado já vinha sendo utilizados para realizar compras em estabelecimentos da região.
Durante a abordagem inicial, o homem confessou a autoria do crime e indicou o local exato onde o corpo havia sido ocultado: atrás de uma cancha de bocha junto às dunas, na altura do balneário Santa Terezinha.
A perícia confirmou que a causa da morte foi estrangulamento, cometido com o uso de uma camisa. Apesar da confissão feita no momento da prisão, ambos os suspeitos optaram por manter o direito constitucional ao silêncio durante o interrogatório.
Segundo o delegado Alexandre Souza, responsável pelo inquérito, o casal já possuía antecedentes criminais, tendo sido detidos em setembro do ano passado por arrombamento de residência.
Nesta terça-feira, 31 de março, o homem de 20 anos segue preso em flagrante por latrocínio (roubo seguido de morte), enquanto a mulher foi liberada, permanecendo sob investigação para que se esclareça o grau exato de sua participação na dinâmica.
“José Álvaro Hoffmeister era uma figura respeitada na educação local. Sua perda precoce e violenta interrompe a trajetória de um homem que, mesmo aposentado, buscava na atividade de motorista uma forma de se manter ativo”, disse.
A crueldade do crime, motivada pela subtração de bens materiais e cartões bancários, chocou os moradores do litoral, que agora acompanham os desdobramentos judiciais para garantir que a justiça seja feita.
O legado de Hoffmeister como educador permanece vivo entre seus ex-alunos e colegas, que lamentam o fim trágico de um profissional tão dedicado à história e ao ensino.
