Novas informações envolvendo o advogado João Paulo Leandro Mendes Mendonça Carréra, de 34 anos, investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, revelam um histórico de conflitos graves em sua vida pessoal.
O suspeito é apontado como responsável pela morte de um homem cujo corpo foi encontrado carbonizado em um galpão abandonado na área rural da região do Sol Nascente, no Distrito Federal.
Enquanto as autoridades apuram a motivação e as circunstâncias do caso, relatos de um ex-companheiro trazem à tona episódios anteriores de ameaças, intimidação e comportamento agressivo.
O ex-companheiro afirmou que manteve um relacionamento de 12 anos com o advogado e que, inicialmente, a convivência era estável. Com o passar do tempo, especialmente a partir do período que antecedeu a pandemia, a relação teria se deteriorado.
Segundo o relato, mudanças começaram quando ele decidiu construir uma casa para acomodar os pais, dos quais era curador legal. A partir desse momento, teriam surgido episódios de instabilidade emocional e conflitos frequentes.
Documentos judiciais indicam que João Paulo responde como réu em um processo de divisão de bens do ex-casal, envolvendo um imóvel adquirido e construído conjuntamente.
Na ação, a defesa do ex-companheiro aponta práticas como intimidação, ameaças e tentativas de agressão, além de acusações de extorsão. Um dos pontos citados envolve um empréstimo de R$ 450 mil feito pela mãe do ex-companheiro, valor que, segundo ele, nunca foi devolvido.
O homem também relatou que passou a temer pela própria segurança, adotando medidas como dormir em quarto separado e manter a porta trancada. Em outro episódio, contou que uma discussão envolvendo recursos financeiros teria culminado em uma tentativa de agressão, o que motivou a decisão de encerrar o relacionamento.
Após a separação, as ameaças teriam continuado, inclusive por mensagens eletrônicas. Atualmente, João Paulo é o principal suspeito em investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo apuração preliminar, ele possui dezenas de registros policiais.
Entre as linhas investigativas analisadas pelas autoridades, há a hipótese de envolvimento em um suposto ritual, informação que ainda não foi confirmada oficialmente. A polícia segue reunindo provas para esclarecer o caso e definir responsabilidades.
