Professora foi assassinada horas após ir à delegacia falar sobre desvios de emendas parlamentares

Caso aconteceu nesta última terça, dia 28 de outubro

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Em um país onde desvios de verbas públicas se repetem em diferentes esferas do poder, o combate à corrupção ainda expõe cidadãos comuns a riscos que vão além do imaginável. Um desses episódios chocou a cidade de Ipojuca, em Pernambuco, nesta semana.

A professora Simone Marques da Silva, de 46 anos, foi morta a tiros no quintal de sua casa apenas horas após prestar depoimento à Polícia Civil. Ela havia sido ouvida no inquérito que investiga o desvio de mais de R$ 27 milhões em emendas parlamentares da Câmara Municipal.

A vítima lecionava na Faculdade Novo Horizonte, instituição citada nas investigações por supostamente ter sido usada pelo grupo criminoso para movimentar recursos de forma irregular.

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De acordo com informações da polícia, Simone esteve na Delegacia de Porto de Galinhas na tarde de terça, dia 28 de outubro, acompanhada de um advogado, para esclarecer seu envolvimento como testemunha. Após deixar o local e retornar sozinha para casa, foi encontrada morta por volta das 15h55.

O esquema apurado envolvia emendas parlamentares impositivas, por meio das quais vereadores podem direcionar parte do orçamento municipal para determinadas áreas neste caso, serviços de saúde.

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Contudo, segundo as investigações, os valores teriam sido desviados para associações de fachada, localizadas em outros municípios e sem estrutura técnica para executar os projetos contratados.

A Faculdade Novo Horizonte, também conhecida como Instituto Nacional de Ensino, Sociedade e Pesquisa (Inesp), recebeu repasses milionários para programas de capacitação que, de acordo com o inquérito, nunca foram realizados.

O gestor da instituição, Gilberto Claudino da Silva Júnior, é apontado como o principal articulador das fraudes e teve prisão preventiva decretada. Até o momento, três pessoas foram presas, entre elas a esposa de Gilberto, Maria Netania Vieira Dias, e as advogadas Edjane e Eva Lúcia Monteiro, ligadas à Rede Vhida, outra entidade suspeita de operar o desvio de recursos.

A morte de Simone lança novas sombras sobre o caso e levanta questionamentos sobre a segurança de testemunhas em investigações de corrupção. O episódio reforça a urgência de fortalecer mecanismos de proteção e transparência pública, para que a verdade não seja sufocada pelo medo.

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Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira