A cesariana é um procedimento cirúrgico amplamente realizado e, na maioria dos casos, ocorre de forma segura. Ainda assim, como qualquer cirurgia, envolve riscos que exigem acompanhamento médico próximo, principalmente nos primeiros dias após o parto.
Sintomas persistentes, como dores intensas, febre, inchaço abdominal e dificuldade para se movimentar, devem ser avaliados rapidamente para reduzir a possibilidade de complicações e garantir uma recuperação adequada.
Um caso ocorrido no Rio de Janeiro voltou a chamar atenção para esse tema. Jessyca Santos Mendonça, de 29 anos, morreu no dia 25 de junho, 17 dias após dar à luz em um hospital particular localizado na Zona Oeste da capital fluminense.
A família afirma que ela sofreu uma perfuração intestinal durante a cesariana, desenvolveu um quadro de sepse e não resistiu após uma sequência de supostas falhas no atendimento. As circunstâncias da morte são investigadas pelas autoridades.
Segundo relatos dos familiares, Jessyca entrou em trabalho de parto no dia 8 de junho. Após o nascimento, o bebê precisou ser reanimado devido a um quadro de asfixia grave. Horas depois da cirurgia, a mãe passou a sentir fortes dores abdominais.
Conforme a família, o desconforto teria sido inicialmente atribuído à presença de gases, situação considerada comum no período pós-parto. No dia seguinte, o estado de saúde teria piorado, com intenso inchaço no abdômen e dificuldade para permanecer em pé.
A paciente acabou sendo transferida para outra unidade hospitalar, onde passou por uma cirurgia de emergência. Apesar dos procedimentos realizados, o quadro evoluiu para sepse. A advogada que representa a família informou que já foi registrado boletim de ocorrência e que buscará a responsabilização dos envolvidos caso sejam constatadas irregularidades.
Ela também defende que o caso sirva de alerta para reforçar a importância da atenção aos sinais apresentados por pacientes após procedimentos cirúrgicos. Em nota, o hospital lamentou a morte de Jessyca e afirmou que adotou todos os protocolos assistenciais indicados para o quadro clínico da paciente.
A instituição também informou que abriu uma apuração interna, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte.
