Uma festa de 15 anos terminou em tragédia na Zona Norte do Rio de Janeiro após um empresário de 37 anos ser morto a tiros durante uma confusão entre convidados. O caso aconteceu no último domingo (24), em Campinho, e levou à prisão em flagrante da sargento da Marinha Tayana Rangel Cardeal.
Segundo informações reunidas pela investigação e relatos de testemunhas, a militar teria usado a arma do marido, um policial militar lotado no 3º BPM (Méier), para efetuar o disparo que matou Davidson Vasconcellos de Matteo Silva.
De acordo com os relatos, a confusão começou durante a festa e evoluiu para uma discussão envolvendo Tayana e o marido. Testemunhas afirmam que, em meio ao desentendimento, a sargento teria ido até o carro do companheiro para pegar a arma.
A principal linha investigada aponta que Davidson não seria o alvo inicial da briga. Segundo versões apresentadas no processo, o empresário tentou intervir para conter a situação quando acabou atingido por um tiro na cabeça.
Amigos e testemunhas relataram que Davidson trabalhava no setor automotivo e costumava agir como conciliador em conflitos. Os relatos indicam que ele foi baleado justamente enquanto tentava apartar a discussão. O empresário morreu ainda no local.
A esposa e as duas filhas dele estavam na festa e presenciaram a cena, segundo informações citadas na investigação. Após o crime, policiais militares isolaram a área para realização da perícia. A arma foi apreendida e os envolvidos foram encaminhados para a delegacia.
O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. A Justiça do Rio converteu a prisão em flagrante da sargento em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na terça-feira (26).
Ao negar a liberdade provisória, a magistrada considerou a gravidade do caso e a necessidade de preservação da ordem pública. Em nota, a Marinha informou que acompanha a investigação e afirmou não compactuar com condutas incompatíveis com os valores da corporação.
