Uma trágica ocorrência de feminicídio chocou os moradores do município de Bagé, localizado na região da Campanha, no estado do Rio Grande do Sul, e agora, a comunidade está lamentando.
Na madrugada da última quinta-feira, 28 de maio de 2026, uma jovem de apenas 19 anos de idade, identificada como Maria Luiza Saraiva Gastesi, foi brutalmente assassinada a golpes de faca pelo seu ex-namorado na região central da cidade.
De acordo com as informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) e pela Brigada Militar, o crime foi motivado pelo fato de o agressor não aceitar o término recente da relação afetiva que mantinha com a vítima.
Essa situação desencadeou em uma sequência de atos violentos que terminou com a morte da jovem e a captura do suspeito após uma tentativa de suicídio. O relatório da investigação policial detalha que o crime foi premeditado.
Maria Luiza estava retornando para sua residência a pé durante a madrugada quando foi surpreendida pelo agressor. O homem, que residia nas proximidades da casa da vítima, montou uma emboscada e permaneceu escondido nas sombras.
Assim que ela se aproximou do local, o ex-namorado a abordou de forma violenta, arrastando-a à força para o interior de um imóvel vizinho. Naquele local, ele passou a atacá-la com múltiplos golpes de arma branca.
Os gritos de socorro e o desespero de Maria Luiza foram ouvidos por vizinhos da região, que imediatamente acionaram o telefone de emergência da Brigada Militar. Ao chegarem na cena do crime, os policiais militares constataram que a jovem de 19 anos já se encontrava sem vida, isolando a área para os trabalhos periciais do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Paralelamente, outras equipes iniciaram uma perseguição tática ao suspeito, que havia empreendido fuga pelos fundos do terreno. O homem caminhou pelos telhados das residências vizinhas deixando um rastro de sangue.
Os policiais localizaram o criminoso encurralado no terraço do quarto andar desse prédio deserto, onde ele permanecia empunhando a mesma faca utilizada no assassinato. Conforme os relatos da delegada Lisandra Cabreira, responsável pela condução do caso, os militares iniciaram um protocolo de negociação para que o indivíduo largasse a arma e se rendesse.
No entanto, o homem recusou as ordens das autoridades e se jogou do quarto andar do edifício. Ele sobreviveu à queda, sofreu múltiplas fraturas e lesões pelo corpo, e foi socorrido por equipes de resgate médico.
A delegada Lisandra Cabreira revelou à imprensa que o casal havia mantido um relacionamento estável por cerca de um ano e estava separado há aproximadamente um mês.
A recusa do agressor em aceitar a nova realidade de solteira da ex-companheira foi o estopim para a agressão. A autoridade policial destacou que o suspeito não possuía nenhum histórico de antecedentes criminais ou registros anteriores de violência doméstica.
