A China ameaçou adotar medidas de retaliação caso a União Europeia avance com novas restrições comerciais contra produtos chineses. A reação foi divulgada pelo Ministério do Comércio do país após discussões no bloco europeu sobre mecanismos para limitar a entrada de mercadorias consideradas beneficiadas por subsídios estatais.
O governo chinês afirmou que espera que a União Europeia respeite as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e evite medidas consideradas protecionistas. Pequim avalia que novas barreiras comerciais poderiam prejudicar a relação econômica entre as duas partes.
O Ministério do Comércio declarou que, caso a UE adote medidas classificadas pela China como discriminatórias, haverá resposta. O governo chinês afirmou que possui meios para defender seus interesses e reagir a ações que considere prejudiciais ao comércio do país.
Ainda de acordo com o comunicado, Pequim demonstrou preocupação com iniciativas discutidas pelos europeus para restringir importações de setores estratégicos. Entre as áreas potencialmente afetadas estão segmentos ligados à indústria chinesa que vêm sendo alvo de questionamentos por parte de governos ocidentais devido ao volume de subsídios públicos.
A China também afirmou que se opõe a qualquer negociação ou acordo comercial que comprometa seus interesses econômicos. Segundo o governo, medidas unilaterais tendem a ampliar tensões no comércio internacional e podem provocar reações em cadeia entre diferentes países.
Apesar do tom de advertência, o comunicado destacou que Pequim segue aberta ao diálogo. O governo chinês afirmou que pretende fortalecer a coordenação com parceiros internacionais para enfrentar disputas comerciais e defender o sistema global de comércio.
A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões econômicas entre grandes potências e ao debate sobre políticas industriais, tarifas e mecanismos de proteção de mercado adotados por diferentes blocos econômicos.
