Um caso de estupro de vulnerável, descoberto em Anápolis (GO), tem causado revolta popular e espanto entre internautas. Uma menina, de apenas 8 anos, denunciou o próprio tio por abuso sexual.
O homem foi preso na última sexta-feira (27/03), após a menina conseguir ajuda de familiares de fora do seu convívio cotidiano. Detalhes do caso são revoltantes e a polícia confirmou que familiares imediatos da criança, que participavam da rotina da menina, vão responder por omissão e maus-tratos.
De acordo com o inquérito, a menina sofria abusos há cerca de 3 anos e já tinha pedido ajuda à família, denunciando os abusos. No entanto, conforme a investigação, os familiares desacreditaram da denúncia e a menina chegou a ser espancada e colocada de castigo.
Segundo a delegada Aline Lopes, da DPCA-GO, que esta a frente do caso, em certa ocasião a menina chegou a ser espancada até desmaiar pelo avô. A avó, por sua vez, a colocou de castigo para que ela parasse de “mentir”.
A polícia também já confirmou que a esposa do abusador chegou a flagrar o homem nu na companhia da menina, mas não tomou nenhuma atitude, alegando ter acreditado na desculpa oferecida pelo homem.
Depois de tentar denunciar o tio várias vezes, a menina decidiu coletar alguma “prova” dos abusos. Ao ser forçada em manter relações com o criminoso, a menina guardou um pouco do sêmen dele e apresentou para outros familiares, que chamaram a polícia.
O criminoso, de 25 anos, foi preso após a denúncia. Ainda assim, a avó da menina, mãe do abusador, tentou defender e impedir a prisão dele. Depois, ainda tentou impedir que a criança fosse entregue à outro familiar.
“Ele foi preso e aí uma familiar queria pegar a menina para poder tirar a menina daquele ambiente, né. A avó não quis entregar, só entregou após a intervenção da polícia e do conselho, dizendo que a menina ia ficar de castigo, porque o tio foi preso por causa dela”, contou a delegada.
A delegada contou à imprensa que parte da família continuou apoiando o criminoso. A avó inclusive repetia que “mamãe esta aqui” e que “estamos juntos”, defendendo a suposta inocência do filho e culpando a criança.
A polícia investiga os familiares de convívio direto da criança, que tinham conhecimento das denúncias e não agiram. Todos devem responder por estupro de vulnerável, na condição de omissão, além de maus-tratos pelas agressões contra a menina.
