Enquanto tenta intimidar outros países com uma política tarifária abusiva, os Estados Unidos enfrentam dificuldades comerciais dentro de seu próprio território e, em grande parte, como consequência das tarifas impostas.
Uma dessas dificuldades, por exemplo, são os preços de insumos básicos no mercado. O consumidor final esta sendo forçado a arcar com a diferença do custo causada pela aumento das tarifas.
Com a inflação fora de controle, o preço da proteína tem aumentado, em especial a carne bovina. O produto que circula nos EUA é principalmente importado e, por isso, sofre com as tarifas.
No ano passado, os EUA já tinham sofrido com o aumento do preço dos ovos, em decorrência dos casos investigados de gripe aviária. Agora, a carne bovina é que esta se tornando item de luxo na mesa dos estadunidenses.
O cenário tende a ficar ainda mais delicado, uma vez que o governo Trump já anunciou a intenção de taxar em mais 50% todos os produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos. Nenhum outro país no mundo exporta tanta carne vermelha quanto o Brasil.
“Além da já limitada oferta de carne bovina por parte dos produtores americanos, a aplicação de tarifas de 50% sobre as importações de carne bovina brasileira impactou ainda mais os preços regionais, resultando em um aumento de 3% no preço da carne moída no acumulado do mês de julho”, diz um relatório assinado pelo Itaú BBA.
Em algumas ocasiões, o governo Trump já sinalizou a intenção de avançar sobre a exploração das terras raras brasileiras, condicionando uma eventual negociação sobre as tarifas, a concessão da exploração. O caso gera um impasse e tem rendido críticas ao governo dos EUA, que também tem imposto a mesma política sobre outros países.
