Corpos dos mortos pelo terremoto na Venezuela são amontoados nas ruas e imagens comovem o mundo

A ONU fala em centenas de milhares de desaparecidos.

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As operações de resgate continuam mobilizando milhares de profissionais na Venezuela após os fortes terremotos que atingiram o país e provocaram destruição em diversas cidades.

Enquanto equipes trabalham sem interrupção na busca por sobreviventes, autoridades também enfrentam o desafio de identificar vítimas e prestar assistência às famílias afetadas.

Um dos cenários mais impactados é o estado de La Guaira, declarado área de desastre pelo governo venezuelano. A região concentra parte significativa dos danos causados pelos tremores e registra o maior número de edifícios comprometidos, tornando-se o principal foco das operações de emergência.

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Imagens registradas no último sábado (27) mostram uma área utilizada pelas autoridades para reunir vítimas encontradas durante os trabalhos de resgate. O local funciona como ponto de identificação, enquanto equipes especializadas seguem os procedimentos necessários e familiares aguardam informações sobre pessoas desaparecidas.

Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo, mais de 1.400 pessoas morreram e outras 3 mil ficaram feridas em consequência dos terremotos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda permanecem desaparecidas, o que mantém as equipes de busca em atuação constante.

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Os dois abalos sísmicos ocorreram com intervalo inferior a um minuto e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. O epicentro do tremor mais intenso foi registrado na cidade de El Guayabo, a aproximadamente 168 quilômetros de Caracas.

Além da força dos terremotos, a baixa profundidade dos abalos contribuiu para ampliar os danos provocados em diferentes regiões do país. De acordo com o governo venezuelano, mais de 700 edifícios sofreram colapso estrutural, sendo que quase 200 desabaram completamente.

Somente em La Guaira, mais de 100 construções vieram abaixo, enquanto o aeroporto internacional de Caracas precisou suspender suas operações. Com o passar das horas, a corrida contra o tempo se torna ainda mais intensa.

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Especialistas destacam que as primeiras 48 a 72 horas após um terremoto representam o período mais favorável para localizar sobreviventes, embora ainda exista a possibilidade de encontrar pessoas com vida depois desse intervalo.

Por isso, equipes venezuelanas e internacionais seguem trabalhando de forma ininterrupta entre os escombros na esperança de resgatar quem ainda aguarda por ajuda.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.