O Rio de Janeiro viveu uma tarde diferente nesta terça, dia 28 de outubro. Enquanto as forças de segurança realizavam uma das maiores operações do ano contra o crime organizado, a rotina de milhares de trabalhadores foi completamente alterada.
A megaoperação, que se concentrou em comunidades da Zona Norte, provocou bloqueios em vias importantes e paralisou parte do transporte público, deixando centenas de cariocas caminhando quilômetros para conseguir voltar para casa.
Por volta das 17h, as cenas na Zona Oeste chamavam atenção: famílias inteiras, idosos e trabalhadores exaustos percorriam longos trechos a pé sob o sol, em avenidas como a Engenheiro Souza Filho e nas imediações da Barra Olímpica.
Muitos relataram ter caminhado mais de cinco quilômetros para chegar em casa ou encontrar outro meio de transporte. O Centro de Operações da Prefeitura informou que o horário de pico foi antecipado em cerca de quatro horas, resultado direto da confusão no tráfego e do impacto da operação policial.
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A Central do Brasil, tradicional ponto de embarque e desembarque, ficou completamente lotada, com filas que se estendiam pelas plataformas. Situação semelhante foi registrada na Praça XV, nas barcas, estações de metrô e trens.
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Apesar do movimento intenso, os modais de transporte funcionavam dentro da normalidade, com exceção do BRT, que operava com intervalos irregulares. A SuperVia e o MetrôRio reforçaram suas grades de viagens para tentar atender à alta demanda de passageiros.
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As interdições em trechos da Avenida Brasil, Linha Amarela e Linha Vermelha agravaram o cenário. Em alguns pontos, criminosos chegaram a bloquear vias em retaliação à operação, o que aumentou o clima de insegurança e dificultou ainda mais os deslocamentos.
Mesmo com o caos urbano, muitos cariocas seguiram o caminho com paciência e solidariedade, dividindo água, histórias e passos no retorno para casa. Em meio à rotina abalada, o episódio revela o quanto o cotidiano da cidade continua refém da violência.
