Descobrir o desfecho de uma criança desaparecida é um dos momentos mais dolorosos que uma família pode enfrentar. A esperança de reencontrá-la com vida acompanha cada minuto das buscas, mas, em algumas situações, o fim da procura traz uma realidade difícil de aceitar.
Foi o que aconteceu com os familiares de João Gabriel Ferreira dos Santos, de apenas 5 anos, encontrado sem vida após mais de dois dias de mobilização no Paraná. O corpo do menino foi localizado no início da tarde desta terça, dia 28 de julho, durante o esvaziamento de um biodigestor situado em frente à residência onde ele morava com a família.
Segundo informações apuradas pela RPC, afiliada da TV Globo no estado, a criança estava em uma das poças de água formadas sobre a lona que cobre a estrutura, em um ponto com aproximadamente dois metros de profundidade.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a cobertura do biodigestor normalmente permanece inflada devido aos gases produzidos pela decomposição de resíduos orgânicos. No entanto, a lona apresentava um rasgo, o que permitiu o acúmulo de água sobre sua superfície. Foi justamente em uma dessas áreas que João Gabriel foi encontrado.
Embora o local seja cercado, havia uma abertura que pode ter possibilitado o acesso da criança. A Polícia Civil e a Polícia Científica iniciaram os trabalhos para esclarecer como o menino chegou até o biodigestor e quais foram as circunstâncias que resultaram na morte.
João Gabriel era autista não verbal e desapareceu na manhã de domingo, dia 26 de julho. Segundo os familiares, ele avisou à mãe que iria ao banheiro, localizado na parte externa da residência. Após algum tempo sem retornar, parentes iniciaram as buscas por conta própria e, cerca de uma hora depois, acionaram as autoridades.
A partir desse momento, uma grande operação foi montada para tentar localizar a criança. Equipes da Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e diversos voluntários percorreram a região, que possui áreas de mata, tanques de água e estruturas utilizadas no tratamento de resíduos.
Agora, os investigadores trabalham para reconstruir a dinâmica do caso e esclarecer exatamente o que aconteceu. Enquanto isso, familiares e moradores da comunidade lamentam a perda da criança e aguardam as conclusões da perícia, que deverão indicar as circunstâncias da ocorrência.
