A mãe de Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, falou pela primeira vez após a confirmação da morte da filha, encontrada enterrada dentro da própria casa, em São José do Calçado (ES).
Emocionada, Silvania Santos de Oliveira afirmou que tentou convencer a filha a deixar o relacionamento antes da tragédia. Monique estava desaparecida havia cerca de 20 dias. O principal suspeito é o marido, Mário Almeida Pinto, de 46 anos, que procurou a delegacia acompanhado de um advogado e confessou o crime.
Segundo Silvania, os conflitos entre o casal eram frequentes e começaram a se intensificar depois que a filha mexer no aparelho celular do companheiro e encontrar uma troca de mensagens suspeita.
“A situação começou quando minha filha descobriu mensagens de outra mulher no celular dele. Disse para a Monique vir embora para a minha casa. Fiz de tudo para evitar essa tragédia”, afirmou.
A mãe também criticou duramente o suspeito e cobrou que ele seja responsabilizado. “Ele é um assassino. Se gostasse mesmo dela, não teria feito isso. Um homem que tira a vida de alguém não ama, não tem coração e não merece liberdade”, declarou.
Monique deixou dois filhos, de 12 e 14 anos de idade, ambos de um relacionamento anterior. As investigações começaram após o registro do desaparecimento da vítima, ocorrido em 7 de julho.
Conforme o delegado Messias Sirtuli, o comportamento do marido chamou a atenção durante as diligências. Além de demonstrar frieza diante do sumiço da esposa, ele realizava uma obra dentro da residência.
Inicialmente, Mário sustentou que Monique havia viajado para Rio das Ostras. Dias depois, porém, decidiu confessar o assassinato. Em depoimento, ele afirmou que matou a esposa durante uma briga em que ela teria tentado esfaquea-lo.
Segundo a Polícia Civil, após a morte, o homem abriu uma cova em um dos cômodos da casa, enterrou o corpo, refez o piso e instalou um novo revestimento para esconder o local. Ele foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver.
