O caso que surpreendeu as redes sociais nesta semana ganhou ainda mais repercussão após internautas resgatarem a última publicação feita pela vítima horas antes do crime. Em uma mensagem breve e cheia de significado, Priscila Beatriz Assis Teixeira escreveu: “Deus, abre o que for porta, fecha o que for armadilha”.
A frase, publicada no mesmo dia do ocorrido, passou a ser compartilhada como um pedido de proteção que antecedeu um desfecho que abalou moradores de Campos Altos, no Alto Paranaíba.
Priscila, de 38 anos, foi morta na noite de segunda, dia 23 de fevereiro, em frente à própria casa, no bairro Camposaltinhos. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais, o suspeito é Matheus Vinícius de Souza, de 18 anos, que foi preso após confessar o crime.
Ele teria ido até a residência para negociar a compra de um celular e, durante a conversa, tentou beijá-la. Diante da recusa, iniciou-se uma discussão que terminou com agressões. Câmeras de segurança registraram o momento em que o jovem chega ao local. Após o ocorrido, ele fugiu pulando muros de residências vizinhas.
A prisão aconteceu pouco tempo depois, e o suspeito foi encaminhado ao Presídio Regional de Araxá. Priscila era conhecida na cidade por seu trabalho como cozinheira em um projeto municipal. Veja última publicação dela:

Mãe de três meninos, de 5, 8 e 13 anos, era descrita por amigos e familiares como dedicada, sorridente e batalhadora. O filho de 8 anos presenciou a cena e correu para pedir ajuda a vizinhos.
Familiares contaram que ela tinha muitos planos e que sempre demonstrava fé e esperança em dias melhores. A publicação feita horas antes do crime agora ecoa entre amigos como um símbolo de sua espiritualidade e confiança.
O sepultamento ocorreu na quarta, dia 24 de fevereiro, no cemitério municipal da cidade. O caso segue sob investigação, enquanto a comunidade local tenta lidar com a dor e as perguntas deixadas por uma história que começou com uma simples negociação e terminou de forma devastadora para uma família inteira.
