O professor e advogado Fabio Schlichting, de 41 anos, foi encontrado morto na zona sul de São Paulo, com o corpo parcialmente carbonizado e sinais de violência.
O caso, descoberto na segunda-feira (24), ocorreu no Jardim Ângela, e está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Fabio era docente de português e inglês na Escola Suíço-Brasileira, uma instituição de ensino de alto padrão localizada no Alto de Boa Vista. Além de sua atuação como professor, também era advogado com especialização em direito civil e penal, e atuava como consultor jurídico empresarial.
Ele possuía formação em Direito pelo UniCuritiba e em Letras pela PUC-PR. A morte do professor foi antecedida por um desaparecimento registrado por um homem que morava com ele.
De acordo com o boletim de ocorrência, essa pessoa relatou que saiu para uma festa na noite de sábado (22) e, ao retornar na manhã de domingo (23), Fabio não estava mais no apartamento.
Ele afirmou ter conversado com o porteiro do prédio, que confirmou que o professor havia saído de carro, embora não soubesse informar o horário exato. Após tentativas frustradas de contato por telefone e mensagens, o desaparecimento foi comunicado às autoridades.
Amigos, familiares e hospitais também foram procurados, mas ninguém tinha informações sobre o paradeiro de Fabio. A descoberta do corpo aconteceu dois dias depois, quando o irmão da vítima obteve informações sobre o possível paradeiro do carro do professor.
O veículo estava parado, no Jardim Ângela. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o veículo trancado. No local, foi confirmado que havia um corpo dentro do carro, com sinais evidentes de violência, além de vestígios de sangue.
O corpo apresentava também queimaduras, o que indica tentativa de ocultar o crime. A OAB subseção Jabaquara lamentou a morte de Fabio, destacando sua trajetória profissional, e informou que o velório ocorreu no Cemitério Municipal de Vinhedo.
A Escola Suíço-Brasileira também se manifestou, destacando que a perda foi resultado da violência urbana. A instituição mobilizou sua equipe multidisciplinar para prestar apoio psicológico aos alunos e colegas do professor, oferecendo suporte diante da tragédia que abalou a comunidade escolar.
A investigação está em andamento e busca esclarecer as motivações e responsáveis pelo homicídio.
