Congresso impõe grande derrota para o governo Lula; entenda decisão

Governo apelou pela manutenção de vetos, mas foi derrotado.

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Na política, a linha entre o avanço e o retrocesso é muitas vezes tênue, especialmente quando o tema é o meio ambiente. A mais recente votação no Congresso Nacional expôs essa divisão ao derrubar os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao novo marco do licenciamento ambiental, restabelecendo pontos que o governo considerava arriscados para a proteção dos ecossistemas brasileiros.

Com 295 votos na Câmara e 52 no Senado, parlamentares restabeleceram trechos que simplificam a concessão de licenças para obras de baixo potencial poluidor e permitem a liberação de empreendimentos por meio de um processo de “adesão e compromisso”, conhecido como LAC.

A decisão de deputados e senadores vai contra ou apelos do Palácio do Planalto, de entidades da sociedade civil e de ambientalistas Na prática, atividades de risco relevante, como barragens de rejeito, podem ser beneficiadas por um sistema menos rigoroso.

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Também foram retomadas dispensas de licenciamento para obras de saneamento básico e melhorias em rodovias, até que metas de universalização sejam atingidas.

O governo, que havia vetado 63 pontos do texto original, argumenta que a decisão representa um enfraquecimento das normas ambientais e pode trazer “efeitos imediatos e de difícil reversão”.

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Já a bancada do agronegócio e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendem a medida como uma forma de desburocratizar o setor e destravar investimentos em infraestrutura.

Um dos trechos mais polêmicos, o Licenciamento Ambiental Especial (LAE), que cria um processo simplificado para obras estratégicas, dispensando etapas de análise, ainda será votado.

Ambientalistas alertam que a proposta reduz a consulta a povos indígenas e comunidades quilombolas, limitando sua participação apenas a territórios formalmente homologados.

Entre apelos do Planalto e articulações no Congresso, o episódio mostra que a política ambiental brasileira segue suspensa entre dois mundos: o da pressa pelo desenvolvimento e o da urgência pela preservação.

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Escrito por

Paulo Machado

Colunista de portal de notícias dedicado a TV e Famosos, Curiosidades, Saúde Natural e Bem-estar, Finanças e Política Brasileira