A sequência de terremotos que atingiu a Venezuela nos últimos dias continua provocando preocupação entre autoridades e equipes de monitoramento. Mesmo após os abalos mais intensos, novos tremores seguem sendo registrados, aumentando os desafios para as operações de resgate, a assistência às vítimas e a recuperação das áreas mais afetadas.
Neste sábado (27), um novo terremoto de magnitude 4,8 foi registrado no estado de Aragua. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a cerca de 10 quilômetros de profundidade, com epicentro localizado a aproximadamente 35 quilômetros ao norte-nordeste da cidade de El Limón.
O novo abalo acontece poucos dias depois de dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingirem a Venezuela na quarta-feira (24). Os sismos tiveram epicentro no estado de Yaracuy e provocaram uma das maiores mobilizações de emergência dos últimos anos no país.
🇻🇪 URGENTE: Aumenta a 1.430 la cifra de fallecidos por los terremotos en Venezuela.
Las autoridades informaron además que 3.238 personas han resultado heridas, según el último balance oficial. pic.twitter.com/v6SUU0paLR
— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) June 27, 2026
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, os terremotos já deixaram pelo menos 1.420 mortos e cerca de 3.280 pessoas feridas. Além das vítimas, milhares de moradores foram afetados por danos em residências, prédios públicos e serviços essenciais, enquanto equipes continuam atuando nas regiões mais atingidas.
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que infelizmente, desde os terremotos principais, já foram registradas aproximadamente 430 réplicas.
Apenas na sexta-feira (26), outro tremor de magnitude 4,9 também havia sido registrado no estado de Aragua, demonstrando que a atividade sísmica permanece intensa na região.
Diante da gravidade da situação, a presidente Delcy Rodríguez decretou estado de emergência em todo o território venezuelano. O estado de La Guaira, considerado o mais afetado pelos terremotos, foi oficialmente classificado como zona de desastre para facilitar a adoção de medidas emergenciais e ampliar o atendimento às comunidades atingidas.
Esto NO es Cuba… es VENEZUELA reducida a escombros.
Un terremoto brutal que nadie esperaba arrasó con todo, pero la destrucción real no la causó solo la tierra: fue la dictadura que se robó hasta el alma de las estructuras. Edificios que deberían haber resistido se convirtieron… https://t.co/OTjM3Mec4i pic.twitter.com/WEYATliNUg
— Jhonf Fonseca (@Jhonffonseca) June 27, 2026
A resposta internacional também ganhou força nos últimos dias. O Brasil enviou três aeronaves da Força Aérea Brasileira transportando medicamentos, insumos, equipamentos e profissionais especializados em resgate e atendimento médico.
Outros países, como Colômbia, Chile, El Salvador, México, Peru, Estados Unidos, Holanda, Espanha, Itália e França, também anunciaram apoio humanitário, reforçando os esforços para atender a população e auxiliar na recuperação das áreas afetadas.
