Uma tragédia que combina feminicídio seguido de suicídio chocou a população do município de Medina, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Uma jovem de 23 anos foi brutalmente assassinada a facadas no interior de sua residência nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, e horas depois, o suspeito de ter cometido o crime foi encontrado morto.
Poucas horas após o crime, o principal suspeito, seu namorado de 24 anos, faleceu em uma violenta colisão frontal envolvendo o veículo que conduzia e uma carreta na rodovia BR-116.
Ao ingressarem no local para averiguar a ocorrência, os militares encontraram a vítima, identificada como Júlia Rodrigues Rosa, caída no chão e encostada na parede com graves ferimentos e hemorragia na região abdominal.
Uma unidade de suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu imediatamente ao endereço, mas pôde apenas constatar o óbito da jovem.
Testemunhas relataram às autoridades que, momentos antes de o corpo ser descoberto, o namorado da vítima, Vanderlan Marques, passou de carro em alta velocidade por um estabelecimento comercial da região de Medina.
O Corpo de Bombeiros Militar informou que a batida ocorreu por volta das 12h, na altura do quilômetro 74 da BR-116. Vanderlan colidiu o automóvel frontalmente contra uma carreta que transportava uma carga de confecções e trafegava no sentido oposto.
A força do impacto foi tão extrema que o Fiat Uno partiu-se ao meio na pista, provocando a morte instantânea do condutor. O motorista do caminhão, um homem de 44 anos natural do município baiano de Andaraí, saiu ileso do acidente.
Após a conclusão dos exames de campo realizados pela perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais, os bombeiros utilizaram ferramentas hidráulicas de desencarceramento para remover os restos mortais do jovem das ferragens retorcidas do veículo.
Os exames periciais realizados na residência do casal revelaram a extrema crueldade do ataque. O laudo preliminar apontou que Júlia Rodrigues Rosa foi alvo de mais de 20 perfurações por arma branca espalhadas por diversas partes do corpo.
O corpo da jovem foi removido e encaminhado para os procedimentos de necropsia em uma unidade funerária de Teófilo Otoni. Em depoimento colhido pelos investigadores, o padrasto de Vanderlan trouxe detalhes.
Ele contou que os dois tinham um relacionamento amoroso de cinco anos com a jovem, união que gerou uma filha de apenas 2 anos de idade. Segundo a testemunha, a relação era marcada por ciúmes possessivos e discussões constantes.
Na sexta-feira anterior ao crime, 22 de maio, o suspeito havia telefonado para Júlia fazendo ameaças explícitas de morte caso ela comparecesse às festividades de comemoração do aniversário de 202 anos de emancipação política de Medina.
