A tragédia que vitimou a estudante de medicina Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de apenas 23 anos, transformou o que deveria ser um ambiente de estudos em um cenário de horror em Ciudad del Este, no Paraguai.
Julia, que era natural de Chapecó (SC) e possuía fortes laços familiares em Navegantes, foi encontrada morta na última sexta-feira, 24 de abril de 2026, por uma colega de apartamento.
A perícia da polícia paraguaia revelou detalhes perturbadores sobre o local do crime: o quarto da jovem estava marcado por pegadas de sangue, tanto de calçados quanto de pés descalços, evidenciando a violência do ataque e o desespero nos momentos finais dela.
As investigações agora se concentram na tese de feminicídio, tendo como alvo principal o ex-companheiro de Julia, um homem de 27 anos que também cursa medicina em outra instituição paraguaia. O histórico entre os dois aponta que o relacionamento havia sido encerrado há cerca de quatro meses, mas o suspeito insistia em tentativas de reatar a união.
Na noite do crime, a colega de quarto relatou ter ouvido uma discussão intensa vindo dos aposentos de Julia; ao bater na porta para oferecer ajuda, o homem teria mentido, afirmando que os gritos vinham de outro apartamento.
Atualmente, o paradeiro do estudante é desconhecido. Agentes paraguaios realizaram buscas na residência dele, mas foram recebidos pelo irmão do suspeito, que afirmou não vê-lo desde o incidente.
Diante da possibilidade real de fuga através da fronteira, a Polícia Nacional do Paraguai acionou o Comando Tripartite, uma rede de cooperação que integra as forças de segurança do Paraguai, Brasil e Argentina para monitorar os pontos de saída e entrada na região.
Enquanto as polícias dos três países trabalham para localizar o agressor, a família de Julia já providenciou o traslado do corpo para Santa Catarina, onde o sepultamento ocorrerá na cidade de Navegantes sob um clima de profunda revolta.
