Os deputados da França, aprovaram na última terça-feira, 25 de janeiro, uma lei que proíbe a “terapia de reorientação sexual” que, no Brasil, ficou conhecido por todos como “cura gay”. Essa prática se trata de tentar impor a pessoas LGBTQIAP+ a heterossexualidade a força.
O texto cria um novo delito no código penal da França, onde pune essa prática com dois anos de prisão e uma multa custando cerca de 30 mil euros, mas caso as circunstâncias sejam ainda mais graves pode chegar até 3 anos de prisão e 45 mil euros.
Sua aprovação foi feita pelos 142 parlamentares que estavam presentes na sessão que aconteceu quatro décadas depois da descriminalização da homossexualidade no País. Por inumanidade, todos aqueles presentes ressaltaram que não existe nada para ser curado.
Aquilo que é chamado de “cura gay” pode assumir uma maneira de exorcismo, hospitalização e até mesmo sessões de choque, entre outras séries de abusos que possuem efeitos psicológicos e físicos em vítimas que na grande parte das vezes são jovens.
Na prática, essas atitudes são caracterizadas como se fosse uma “terapia de conversão” já estavam sendo enquadradas como crimes de violência, prática ilegal da medicina e assédio moral.
No ano de 2019, os legisladores Bastien Lachaud e Laurence Vanceunebrock falaram sobre centenas de casos e deram um alerta de que estavam crescendo cada vez mais.
Com a aprovação desta lei, que já está sendo apoiada pelo senado, a França está seguindo os passos de outros países que estão fazendo a mesma coisa.
