Bolsonaro se torna réu na Justiça comum por ‘incitação ao estupro’ contra Maria do Rosário

Ex-presidente reagiu alegando perseguição.

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Nesta terça-feira (26/09), por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou réu por um caso polêmico, e amplamente divulgado, ocorrido em 2014.

Na época, Bolsonaro entrou em atrito com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Na época, em uma discussão filmada, Bolsonaro afirmou que “não a estupraria” porque a considerava “feia demais” e que, por isso, ela não faria seu “tipo”.

O caso foi denunciado na época, em que Bolsonaro era deputado federal, mas se arrastou ao longo de anos. Agora, como Bolsonaro não ocupa mais nenhum cargo, o caso foi mais uma vez denunciado, dessa vez à Justiça comum, e foi acatado.

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A ação inicial foi suspensa quando Bolsonaro se tornou presidente, isso porque a Constituição Federal previne que presidentes respondam, durante o mandato, por crimes cometidos antes da eleição.

O caso corria no Supremo Tribunal Federal, mas em junho a Corte Suprema enviou o processo à Justiça Comum por não ser mais competência do STF julgar a matéria. Em julho, uma das ações, oriundas desse episódio, foi arquivada.

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Na ocasião, um processo movido pela deputada, por injúria, foi arquivado por ter prescrevido. No entanto, o mesmo episódio também gerou a denúncia de incitação ao estupro, que é outra tipificação penal. Neste caso, a Justiça acatou a denúncia e tornou o ex-presidente réu.

Vale ressaltar que Bolsonaro terá novamente direito a ampla defesa e não foi condenado, já que é necessário que todo o curso do processo legal. Ao fim do julgamento, o ex-presidente ainda pode ser inocentado ou condenado.

Reagindo à decisão da Justiça, Bolsonaro alegou ser perseguido.

Escrito por

Roberta R

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