Socorristas e voluntários continuam atuando em meio aos escombros após os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24/06). As buscas por sobreviventes seguem com o uso de equipamentos pesados e também com trabalho manual, diante do cenário de destruição em diversas regiões do país.
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, afetaram principalmente o norte do território venezuelano e deixaram um rastro de devastação. Na região de La Guaira, próxima a Caracas, prédios vieram abaixo e áreas inteiras foram severamente atingidas.
O número oficial de mortos chegou a 589, além de milhares de pessoas ainda desaparecidas. Equipes de resgate de ao menos 17 países foram mobilizadas, segundo a Organização das Nações Unidas. Espanha, Brasil, China e Portugal confirmaram cidadãos entre as vítimas.
Grupos de El Salvador e México já desembarcaram na capital venezuelana, enquanto outros países, como Chile e Suíça, enviaram reforços e suprimentos para auxiliar nas operações. As ações de busca avançam de forma lenta. Em vários pontos, ainda há corpos sob os escombros.
Durante a última madrugada, equipes trabalhavam sob iluminação improvisada, utilizando marretas e ferramentas manuais para remover destroços. Em meio ao silêncio exigido para tentar localizar sinais de vida, os próprios socorristas se organizam em meio à tensão da operação.
O balanço de vítimas foi atualizado pelo governo venezuelano, passando de 235 mortos na quinta-feira para 589 na manhã desta sexta. O número de feridos também foi revisto, chegando a 2.980 pessoas. As autoridades informaram ainda que há mais de 200 pessoas possivelmente presas em áreas colapsadas.
Enquanto isso, familiares buscam informações sobre desaparecidos. Uma plataforma criada por venezuelanos registra dezenas de milhares de nomes de pessoas sem contato desde o desastre, refletindo a dimensão da tragédia que ainda mobiliza equipes nacionais e internacionais.
