Incêndio de grandes proporções consome igreja centenária no RS

Os moradores da região estão devastados com a ocorrência.

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Construções religiosas históricas costumam representar muito mais do que espaços de oração para pequenas cidades do interior. Além do valor espiritual, esses locais carregam memórias de gerações, tradições culturais e parte importante da identidade das comunidades onde estão inseridos.

Na tarde desta segunda-feira, moradores de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, acompanharam com apreensão um incêndio que atingiu a Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, um dos principais símbolos históricos e religiosos do município.

Imagens registradas por pessoas que estavam próximas mostraram as chamas consumindo parte do telhado da construção centenária. O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e iniciou o trabalho de combate ao fogo ainda nas primeiras horas da ocorrência.

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Até o momento, não há informações sobre feridos, já que a igreja estava fechada e sem frequentadores no instante em que o incêndio começou. A Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes é considerada uma das construções religiosas mais tradicionais do Rio Grande do Sul no estilo gótico.

O início da obra aconteceu em 1904, enquanto a conclusão ocorreu apenas dez anos depois, em 1914. Entre os elementos mais conhecidos do interior da igreja está o altar-mor trazido da Itália, composto por três nichos e influenciado pela presença dos padres capuchinhos franceses na região.

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No espaço central fica a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, enquanto os nichos laterais abrigam as estátuas de São Pedro e São José. Ao lado da igreja também está localizado um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade: o campanário construído em basalto.

A torre possui cerca de 55 metros de altura e foi erguida entre os anos de 1946 e 1949 com mais de 11 mil pedras utilizadas na estrutura. Além da importância histórica e arquitetônica, o espaço religioso também recebe eventos tradicionais ligados à fé e à cultura local.

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Todos os anos, durante Corpus Christi, a região promove uma procissão marcada pelos tapetes coloridos feitos de serragem, tradição que reúne moradores e visitantes. O incêndio gerou grande mobilização nas redes sociais, onde moradores lamentaram os danos causados ao patrimônio histórico da cidade.

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Enquanto equipes seguem trabalhando no local, a comunidade acompanha com preocupação a situação de um dos símbolos mais importantes da história de Flores da Cunha.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.