Professora e aluno da UFJF perderam a vida em Juiz de Fora; 40 mortes foram confirmadas

A Zona da Mata mineira continua sob alerta de eventos climáticos severos.

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O avanço das chuvas na Zona da Mata mineira tem revelado um cenário de perdas humanas e impactos profundos na rotina das cidades atingidas. Com volumes elevados de precipitação em curto espaço de tempo, enchentes e deslizamentos alteraram drasticamente a paisagem urbana, levando municípios a adotarem medidas emergenciais.

Desde o início da semana, autoridades contabilizam 40 mortes na região, enquanto equipes seguem mobilizadas em buscas e ações de apoio às famílias afetadas. Entre as vítimas estão uma professora e um estudante vinculados à Universidade Federal de Juiz de Fora.

A instituição confirmou que Bernardo Lopes Dutra, aluno do 7º ano do Colégio de Aplicação João XXIII, e Carla Teixeira, docente do Centro de Educação a Distância, morreram na noite da última segunda-feira (23).

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As idades não foram divulgadas. O colégio integra a estrutura acadêmica da universidade, que informou ter mantido contato direto com os familiares. O estudante, conhecido entre colegas pelo apelido Tomatinho, era descrito como participativo e cheio de energia.

A mãe e a irmã, que cursa o 2º ano do ensino médio na mesma escola, sofreram escoriações e permanecem sob cuidados médicos, em recuperação. Já Carla atuava na Especialização em Mídias na Educação, com formação em Pedagogia e experiência nas áreas de Tecnologia, Matemática e Segurança da Informação.

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Em nota, a universidade destacou sua dedicação aos alunos e o vínculo construído com colegas ao longo da trajetória profissional. Diante da continuidade das chuvas e dos alertas do Instituto Nacional de Meteorologia, as aulas na universidade foram suspensas até sexta-feira (27), como medida preventiva relacionada à mobilidade e à segurança.

O governador Romeu Zema informou que a Polícia Civil atua em força-tarefa para identificar todas as vítimas. Segundo o Corpo de Bombeiros, são 32 mortos em Juiz de Fora e seis em Ubá. Ao menos 30 pessoas seguem desaparecidas.

O momento exige atenção redobrada, planejamento urbano eficiente e políticas de prevenção capazes de reduzir riscos em períodos de chuvas intensas, cada vez mais frequentes na região.

Escrito por

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.