A morte de Cleiton da Silva Conrado, de 25 anos, causou não apenas comoção em sua família mas também enorme confusão. O rapaz, que morreu em decorrência de intoxicação por metanol, é suspeito de ter envenenado a própria namorada.
Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, a exemplo de Cleinton, foi intoxicada com metanol. A jovem chegou a ser socorrida mas morreu no hospital. Os dois estiveram em um churrasco antes de passar mal e um amigo, que também esteve na confraternização, também morreu em decorrência de contaminação por metanol.
Após as mortes, Cleiton passou a ser acusado de ter contaminado a bebida intencionalmente para matar Jhenifer. As acusações foram graves e a casa do rapaz chegou a ser saqueada. Agora, a família precisou se mudar após sofrer ameaças.
“O meu filho foi enterrado com a roupa do irmão, porque nem a roupa dele pôde vestir, porque carregaram tudo, saquearam tudo. Ainda falaram que iam tocar fogo no barraco do meu filho”, declarou a mãe do rapaz.
A família inclusive alega que, inicialmente, pensaram que o rapaz tinha sido vítima de homicídio. A irmã do rapaz não acredita que o irmão tenha adulterado a bebida. “A gente nunca imagina que isso pode acontecer com algo que a gente compra no dia a dia, para se divertir no final de semana”, disse.
Testemunhas que também estiveram no churrasco contaram à polícia que mais pessoas participaram do evento mas apenas os três – Cleiton, Jhenifer e Daniel – permaneceram no local e beberam até mais tarde.
A viúva de Daniel, que também era prima de Jhenifer, conta que depois do churrasco o trio foi até uma adega para comprar mais bebida. Ela afirma que sempre comprou no local e nunca tinha enfrentado nenhum problema. Josielen afirma que apenas não foi vítima da adulteração porque não consome bebida alcoolica.
Alvo de ameaças de vizinhos, que acreditam que Cleiton tenha adulterado a bebida, a família do rapaz decidiu deixar São Paulo e voltar para o estado do Ceará.
