Paracetamol não causa autismo: Ministério da Saúde rebate declaração de Donald Trump

Ministério da Saúde se une a OMS e órgãos de saúde da UE e UK.

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Na última terça-feira (23/09), o Ministério da Saúde se pronunciou oficialmente sobre o boato de que o medicamento paracetamol seria responsável por “causar” autismo. A história começou a circular na web após declaração do presidente dos EUA, Donald Trump.

Trump fez a perigosa declaração, sem nenhum embasamento científico, durante declaração à imprensa. O presidente dos EUA já foi refutado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também por agências de saúde do Reino Unido e União Europeia.

Agora, o Ministério da Saúde brasileiro também se manifestou e rebateu a declaração do presidente estadunidense. Na nota, o texto reforça que o paracetamol é uma medicação segura e eficaz no combate à febre e de propriedades analgésicas.

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A nota também ressalta os estragos devastadores que a desinformação, em especial a desinformação científica, pode causar. “A saúde não pode ser alvo de atos irresponsáveis”, diz o texto.

“A atuação de lideranças políticas na criação de informações deturpadas pode gerar consequências desastrosas para a saúde pública, como vimos na pandemia de Covid-19, com mais de 700 mil vidas perdidas no Brasil”, diz ainda o texto.

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Em sua primeira passagem pela Casa Branca, Donald Trump já tinha dado demonstrações de que não se preocupa em checar suas fontes. Na pandemia, por exemplo, Trump chegou a sugerir que a população dos EUA injetasse desinfetante para combater o vírus.

A declaração foi tão grave que houve registro de pessoas precisando de atendimento emergencial por terem consumido pastilhas de detergente. Na época, em 2020, até a empresa Reckitt Benckiser (RB), responsável por produtos de limpeza, precisou emitir um comunicado pedindo que as pessoas não consumissem desinfetante.

Como líderes globais em produtos de saúde e higiene, devemos deixar claro que sob nenhuma circunstância nossos produtos desinfetantes devem ser administrados no organismo humano, seja por injeção, ingestão ou qualquer outra via“, dizia um trecho da nota.

Escrito por

Roberta R

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