Um morador de Kaloré, no norte do Paraná, perdeu R$ 1.711 depois de perceber que o próprio celular estava realizando transferências via Pix sem que ele tocasse no aparelho. O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (21) e foi registrado como estelionato pela Polícia Militar no dia seguinte.
Segundo o relato da vítima, o telefone começou a apresentar movimentações incomuns por volta das 14h. O aparelho executava comandos sozinho e, pouco depois, o homem passou a receber notificações de transferências enviadas para outras pessoas.
Diante da suspeita de que o celular havia sido acessado remotamente, ele foi até uma agência do Sicredi para verificar a conta. No local, descobriu que R$ 661 tinham sido retirados da conta corrente. O prejuízo aumentou quando o morador conferiu outra instituição financeira.
Na conta do Mercado Pago, havia sido identificada uma segunda movimentação, desta vez no valor de R$ 1.050. Após constatar os descontos, o homem procurou o destacamento da Polícia Militar de Kaloré e registrou um boletim de ocorrência. Os agentes orientaram a vítima sobre as medidas que devem ser tomadas.
O caso será encaminhado à Polícia Civil, que deverá investigar de que maneira os criminosos conseguiram acessar o aparelho e movimentar as contas bancárias. Também caberá aos investigadores tentar identificar os responsáveis pelas transferências.
Caso gera alerta e lembra conhecido Golpe da Mão Fantasma
O golpe conhecido como “mão fantasma” recebe esse nome porque a vítima vê o próprio celular executar comandos sem que esteja tocando na tela. A fraude ocorre quando criminosos conseguem controlar o aparelho à distância e, com isso, acessar aplicativos bancários.
Geralmente, o contato começa por uma mensagem enviada por SMS, e-mail ou WhatsApp. O criminoso se passa por funcionário de uma instituição financeira e afirma que é preciso atualizar o aplicativo ou realizar algum procedimento de segurança.
Na sequência, a vítima recebe um link e é orientada a acessá-lo. O endereço pode instalar um programa malicioso no celular, permitindo que os golpistas assumam o controle do dispositivo.
Com o acesso remoto, os criminosos podem movimentar contas bancárias, realizar transferências e executar outras operações sem que a vítima perceba imediatamente o que está acontecendo.
