A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, afirmou que agrediu um entregador de móveis após ser alvo de ofensas relacionadas às suas posições políticas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24/7), quando ela divulgou trechos do boletim de ocorrência registrado após a confusão ocorrida em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo o relato apresentado à Polícia Militar, a discussão começou durante a entrega de móveis no condomínio onde ela mora. Renata contou que o trabalhador estava sozinho para descarregar os itens e ficou irritado ao perceber que parte da carga não passaria pelo elevador. Ao sugerir que outro funcionário fosse chamado para ajudar, a situação teria se agravado.
Ainda conforme a versão da pastora, o entregador a reconheceu como integrante do Partido Liberal e passou a fazer ofensas de cunho político. No boletim, ela afirma ter sido chamada de “rata do Bolsonaro”, “vagabunda de partido”, “defensora de genocida” e “piranha do PL”.
Renata disse que reagiu com um tapa no rosto do homem e, em seguida, teria recebido chutes nas pernas e ameaças de morte. Ela também alegou que o entregador seria policial rodoviário federal, informação que não foi confirmada pela corporação.
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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a pré-candidata desferindo tapas, arremessando uma pedra e entrando em luta corporal com o trabalhador. Dias após o episódio, ela reconheceu que errou ao agredi-lo, mas sustentou que apenas revidou agressões sofridas durante a confusão.
Pessoas ligadas ao entregador, no entanto, apresentam outra versão. Elas afirmam que o desentendimento começou porque Renata não aceitou esperar a chegada de outro funcionário para concluir a entrega de um sofá com segurança.
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso e irá analisar as imagens e os depoimentos para esclarecer o que motivou a briga. Até o momento, a suposta motivação política citada pela pastora não foi confirmada pelas autoridades.
