Um homem foi preso em flagrante nessa quinta-feira (23/7), em Passos, no Sul de Minas, suspeito de invadir a residência da ex-companheira, agredi-la e provocar a morte da cadela da família ao atear fogo no animal.
A vítima afirmou à polícia que o crime aconteceu porque o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Segundo o relato da mulher, o ex-companheiro entrou no imóvel, a atacou fisicamente e, durante a violência, incendiou a cadela ainda viva com a intenção de causar sofrimento emocional.
Moradores que presenciaram a situação conseguiram socorrer o animal e o encaminharam para uma clínica veterinária. Apesar dos esforços da equipe médica, a cadela não resistiu às graves queimaduras e morreu.
Após o crime, policiais localizaram o suspeito nas proximidades da residência. Durante a abordagem, foram apreendidos uma faca, um recipiente contendo líquido inflamável e um isqueiro. Os materiais passarão por perícia e serão utilizados para auxiliar nas investigações.
A Polícia Civil realizou os levantamentos no local, enquanto a Polícia Militar de Meio Ambiente foi acionada para adotar as providências relacionadas ao crime de maus-tratos contra animais. O homem foi levado para a delegacia, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.
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O caso também repercutiu nas redes sociais. A vereadora Gilmara Oliveira (União Brasil), que acompanhou o atendimento prestado à cadela, classificou o episódio como um ato de “extrema crueldade”.
Em publicação, ela afirmou que “quem comete uma atrocidade dessas contra um ser indefeso perdeu qualquer rastro de humanidade” e defendeu a responsabilização do autor. Pela Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), a prática de maus-tratos contra cães e gatos prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de manter a guarda de animais.
