Acidentes em atividades de aventura costumam levantar debates sobre protocolos de segurança, treinamento das equipes e fiscalização dos procedimentos adotados.
Quando uma ocorrência resulta na perda de uma vida, as investigações passam a buscar respostas para esclarecer cada etapa do que aconteceu e identificar possíveis responsabilidades.
É nesse contexto que segue a apuração da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida durante um salto de rope jump realizado em 13 de junho na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Novos depoimentos e prisões ampliaram o alcance das investigações conduzidas pelas autoridades responsáveis pelo caso. Entre as pessoas ouvidas está Evelyne dos Santos Gonçalves, que atuava na organização do evento.
Segundo relato prestado à polícia no dia da ocorrência, ela afirmou que não presenciou o momento do salto porque estava concentrada no cadastramento dos participantes e em atividades administrativas relacionadas ao evento.
De acordo com seu depoimento, a primeira percepção de que algo estava errado veio após ouvir a reação das pessoas presentes e um forte barulho que chamou sua atenção.
Ela explicou que, ao levantar os olhos, percebeu o clima de surpresa e preocupação entre integrantes da equipe e participantes que acompanhavam a atividade. Ainda segundo seu relato, a posição onde trabalhava não permitia visão direta da plataforma utilizada para os saltos, o que teria impedido que acompanhasse a movimentação naquele instante.
A organizadora também declarou que permaneceu no local após o ocorrido e que os demais integrantes da equipe demonstravam estar abalados com a situação. Ela afirmou ter buscado informações para entender o que havia acontecido e relatou ter solicitado apoio por rádio enquanto aguardava esclarecimentos.
Dias após a ocorrência, Evelyne foi presa sob suspeita de interferir em elementos considerados importantes para a investigação. As autoridades apontam que ela administrava cadastros dos participantes e também era responsável pela divulgação de conteúdos ligados ao evento nas redes sociais.
Além dela, outras pessoas ligadas à organização foram detidas durante o avanço das apurações. A polícia segue reunindo provas, analisando equipamentos e colhendo depoimentos para esclarecer todas as circunstâncias do caso e concluir o inquérito.
