Na última quinta-feira (19/03), um crime brutal foi registrado dentro da Delegacia-Geral, em Teresina (Piauí). Uma funcionária pública, de 64 anos, foi encontrada desacordada e com sangramento após ser vítima de estupro.
A vítima foi socorrida e levada a um hospital, onde recebeu atendimento de emergência e precisou ficar entubada por três dias. Seu estado de saúde não foi divulgado, assim como sua identidade.
A polícia passou a investigar o caso e logo chegou ao nome de Joelmir Fagner Barros Ferraz, de 34 anos. O suspeito trabalhava no local como terceirizado e a polícia confirmou que ele teria ficado sozinho na sala com a vítima.
“Havia um prestador de serviços na sala, juntamente com a servidora. As informações dele foram contraditórias e, ao confrontá-las com outras provas obtidas no hospital e com depoimentos de servidoras do prédio, entendemos haver elementos indicativos de um crime de estupro”, afirmou o delegado-geral Luccy Keiko.
O suspeito atua como terceirizado desde 2018 e atuou no Instituto Medico Legal por anos, até cerca de três meses atrás quando foi deslocado para atuar na nova sede da Delegacia Geral. Ele não trabalhava no mesmo setor da vítima.
Ainda segundo a polícia, Ferraz também já foi investigado pelo linchamento de um homem apontado como assaltante há cerca de 10 anos atrás. Ele teve a prisão preventiva decretada e segue a disposição da Justiça.
O crime gera debates e revolta em um contexto em que uma onda de crimes contra mulheres ganha espaço na imprensa nacional. Todos os dias casos de agressão, feminicídio e tentativa de feminicídio, além de crimes sexuais, ganham repercussão.
Dessa vez, levando em consideração a idade da vítima e o local do crime, uma delegacia-geral, o caso tem gerado ainda mais debate. Afinal de contas, onde as mulheres estariam seguras? É o que se questiona a população.
