Em decisão proferida na sexta-feira (23/01), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, proibiu a aglomeração de manifestantes em torno do Complexo da Papuda.
O ministro proibiu acampamentos de manifestantes no entorno do Complexo e citou os eventos do 8 de janeiro. Moraes ainda determinou que as autoridades dispersem os grupos que já começam a se concentrar no local.
A decisão do ministro atende a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a presença de acampamentos no local, citando riscos. No local, se reúnem apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido da PGR também cita a caminhada encabeçada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Ferreira lidera uma caminhada que vem acumulando pessoas e tem como objetivo chegar até o Complexo da Papuda.
No entorno da Papuda, um grupo de apoiadores do ex-presidente já começou a se reunir, com placas e cartazes pedindo anistia aos condenados por envolvimento na tentativa de golpe de 2023.
Na decisão que proibiu o acampamento no local, Moraes também ordenou que as forças de segurança retirem os manifestantes que já estão lá e autorizou a prisão em flagrante de quem tentar resistir.
“O exercício dos direitos de reunião e manifestação não pode ser confundido com o propósito de repetir os ilegais e golpistas acampamentos realizados na frente dos quartéis do Exército, para subverter a ordem democrática”, escreveu Moraes, se referindo as cenas observadas em 2023.
Nikolas Ferreira lidera a caminhada que tem usado como slogan a expressão “Acorda Brasil” e tenta repetir estratégias já usadas em 2022 e 2023. A movimentação tem gerado resultado entre apoiadores mais ferrenhos do bolsonarismo. Ao longo da caminhada, Nikolas recebeu acenos e apoios de figuras políticas, como os próprios filhos do ex-presidente Bolsonaro.
