A polícia de São Paulo investiga a morte de um homem de 40 anos, identificado como Douglas Pagliuca. De acordo com a família, Pagliuca entrou em surto após a morte do pai e vagava pela rua, com comportamento alterado.
Enquanto andava pela rua, Pagliuca foi abordado por um grupo de homens que passou a tentar conte-lo. Os homens se uniram para imobilizar a vítima, chegando a amarrar os pés da vítima. A morte, segundo autópsia, se deu por asfixia.
O crime foi inicialmente registrado como morte suspeita. No entanto, as imagens das câmeras de segurança contestaram as versões apresentadas pelas testemunhas, que não mencionaram a imobilização.
Nas imagens, Douglas aparece desorientado, derruba um vaso de planta e bate em um portão. Pouco depois, três homens se aproximam e passam a contê-lo. A vítima permaneceu imobilizada por cerca de dez minutos e, segundo a investigação, chegou a ter os pulsos e tornozelos amarrados por outras pessoas que estavam no local.
De acordo com o delegado Wagner Camargo Gouveia, do 3º Distrito Policial de Santos, os envolvidos teriam utilizado força excessiva durante a contenção. A principal suspeita é de que um deles tenha pressionado o pescoço de Douglas, provocando a asfixia.
O homem foi atendido pelo Samu e levado para a UPA da Zona Leste, mas não resistiu. O laudo do Instituto Médico Legal apontou asfixia como causa da morte.
Polícia muda rumo da investigação
Quando os policiais militares chegaram ao endereço, Douglas já estava inconsciente e amarrado no chão. As testemunhas relataram que ele apresentava comportamento agressivo, teria batido a própria cabeça contra um vaso e avançado contra pessoas e veículos estacionados.
A versão começou a ser contestada depois que os investigadores analisaram as imagens de monitoramento. Segundo a polícia, os vídeos não mostraram Douglas praticando as supostas autolesões relatadas inicialmente. Com as novas informações e o resultado da perícia, o caso passou a ser investigado como homicídio.
A polícia ainda trabalha para identificar todos os envolvidos. Até agora, apenas um homem, que aparece nas imagens usando camiseta verde, prestou depoimento. Segundo o delegado, ele modificou a versão apresentada inicialmente.
