Um episódio ocorrido em Campo Grande mobiliza autoridades e segue sendo investigado após deixar um homem internado em estado gravíssimo. O caso chamou atenção não apenas pelas circunstâncias que levaram ao ocorrido, mas também pelos relatos apresentados durante os depoimentos prestados à polícia.
Conflitos conjugais estão entre os motivos mais frequentes de ocorrências atendidas pelas forças de segurança em todo o país. Especialistas apontam que discussões marcadas por desconfiança, ciúmes e desgaste emocional podem se intensificar rapidamente, tornando ainda mais importante a busca por diálogo e apoio profissional em momentos de crise.
A principal investigada é uma médica veterinária de 42 anos, presa inicialmente em flagrante e que, após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (23), teve a detenção convertida em prisão preventiva. O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (22), em uma residência na capital sul-mato-grossense.
Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, a mulher afirmou que as discussões com o marido começaram após suspeitas de um possível relacionamento extraconjugal.
De acordo com o depoimento, o casal está junto há mais de duas décadas e enfrentava um período de desgaste na relação. A investigada relatou que pretendia pressionar o companheiro a esclarecer a situação, mas afirmou que não desejava provocar ferimentos.
Durante o interrogatório, ela explicou que utilizou álcool próximo aos pertences do marido e que a situação saiu do controle quando o fogo se espalhou rapidamente. Conforme sua versão, ao perceber o que estava acontecendo, tentou ajudar a conter as chamas.
A filha do casal, que estava na residência, também auxiliou no socorro imediato utilizando uma mangueira. A vítima, servidor federal de 41 anos, sofreu queimaduras em grande parte do corpo e precisou ser internada em uma unidade hospitalar particular.
O quadro clínico é considerado grave, e ele permanece sob cuidados intensivos. Antes de ser sedado para tratamento médico, informou à equipe de saúde quem teria provocado o incidente.
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Durante o depoimento, a investigada demonstrou arrependimento e afirmou que não pretendia causar as consequências registradas. Enquanto a Polícia Civil continua reunindo informações para esclarecer todos os detalhes do caso, a decisão judicial determina que ela permaneça presa durante o andamento das investigações.
