Um caso regado de violência e com desdobramentos trágicos ganhou mais um capítulo, após um novo desfecho decidido pela 3.ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, realizado em Recife (PE).
O caso em questão remonta à 2012, quando um homem chamado Francisco Alves morreu, vítima de homicídio. O crime original aconteceu na zona rural de São José do Belmonte (PE), depois de uma discussão entre a vítima e Francisco Cledivaldo.
Francisco Alves foi morto com 3 tiros de arma de fogo e rapidamente as autoridades identificaram Francisco Cledivaldo como autor dos disparos. A discussão, segundo as investigações, teve motivação banal e foi acerca de um burro.
Cledivaldo foi indiciado e posteriormente se tornou réu pelo crime, mas o julgamento só aconteceu mais de 10 anos depois, em 2023. Foi nesta ocasião, em setembro daquele ano, que Fracisco Cleidivaldo Mariano de Moura acabou assassinado.
O homem foi morto dentro do Fórum de São José do Belmonte, no Sertão de Pernambuco, durante o julgamento do caso. O autor do crime era Cristiano Alves Terto, filho de Francisco Alves, morto em 2012.
Depois de disparar 6 vezes contra Cledivaldo, Francisco tentou fugir, mas foi contido e recebeu voz de prisão em flagrante. Ele se tornou réu por tentativa de homicídio, mas acabou sendo absolvido pelo Tribunal do Juri, que acatou a alegação da defesa.
O Tribunal do Juri é composto por membros da sociedade em dia com suas atribuições legais e possui o princípio da soberania: isto é, pode decidir aquilo que julgar justo, independente da comprovação material dos fatos. Neste caso, por exemplo, Cristiano efetivamente atirou contra Cledivaldo para vingar seu pai, mas foi absolvido.
Cristiano estava preso desde 2023 e, a partir da decisão do Juri, deve ser colocado em liberdade em breve. Ele também foi liberado de arcar com as custas processuais.
