As investigações sobre os homicídios na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), continuam avançando ao longo dos últimos dias. Nesta semana, chamou a atenção as declarações feitas pela técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva.
Marcela é uma das técnicas de enfermagem presas pelos crimes. A mulher, de 22 anos, é acusada de saber das ações do principal suspeito, mas não tomar nenhuma medida para impedir os crimes.
Segundo apuração do portal Metrópoles, Marcela era treinada por Marcos Vinícius e tinha medo que ele não a escutasse ao ser confrontado. A declaração teria sido dada em depoimento à polícia.
O emprego no hospital era o primeiro de Marcela, segundo as informações. Ainda à polícia, ela teria reconhecido que poderia ter procurado algum outro funcionário do hospital, ou mesmo outro setor, mas que não fez isso.
Ainda em depoimento à polícia, Marcela admitiu que sabia que a substância aplicada por Marcos não poderia ser usada daquela maneira, direto na veia. Apesar da tentativa da defesa em alegar que Marcela apenas foi omissa, a polícia tem outra tese.
Segundo o inquérito da polícia, Marcela e a outra suspeita, Amanda Rodrigues de Sousa, teriam demostrado sinais de que gostavam, isto é, tinham “prazer”, em assistir as mortes provocadas por Marcos.
Três pessoas foram vítimas do trio: João Clemente Pereira, 63 anos; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75. A polícia não tem dúvidas de que as três pessoas foram vítimas de homicídio.
Os crimes foram descobertos pelo próprio hospital, após as mortes serem consideradas suspeitas. A administração do hospital abriu investigação interna e identificou as ações irregulares dos três suspeitos. Depois disso, a polícia foi acionada e as informações foram repassadas às autoridades, que assumiram as investigações.
