Após uma denúncia anônima que expôs um comércio ilegal, a cidade de Jaboticabal (SP) foi palco de uma operação policial, nesta última terça-feira, dia 21 de outubro.
A cabeleireira Laís Samara Alonso foi presa em flagrante por vender e aplicar canetas emagrecedoras clandestinas em seu salão de beleza, oferecendo o produto para os clientes de forma ilegal.
A Vigilância Sanitária a Polícia Civil, investigam o caso como crime contra a saúde pública. Segundo o delegado Oswaldo José da Silva, a cabeleireira, que foi presa em flagrante, deve responder por crime contra a saúde pública.
Com a notícia da prisão, a gravidade do esquema veio à tona, detalhando os perigos que o cliente da mulher estavam expostos, pois nada tinha licença para funcionar no local.
A Vigilância Sanitária revelou que o salão de Laís não tinha licença sequer para funcionar como cabeleireiro, e que alguns dos medicamentos apreendidos, como a retatrutide, ainda nem são aprovados para uso humano.
Diante da situação, a coordenadora da Vigilância, Renata Zanini Pacheco, detalhou as múltiplas infrações, que incluem a aplicação de injetáveis sem profissional de saúde e a comercialização de produtos sem procedência.
Essas atitudes podem levar a infecções graves e até à morte. Desde que iniciou o comércio ilegal, a cabeleireira usava as redes sociais para anunciar os produtos, prometendo uma “mudança de vida” e vendendo as canetas em até 10 parcelas de R$ 130.
A polícia encontrou os medicamentos armazenados na geladeira da casa dela, junto com alimentos. No momento, Laís Samara Alonso aguarda a audiência de custódia, que acontecerá nesta quarta-feira.
A polícia investiga a origem dos produtos, que seriam importados clandestinamente, enquanto a defesa da cabeleireira informou que irá se manifestar sobre o caso em um futuro próximo.
