Na última terça-feira (21/10), o presidente do Partido Liberal (PL), Valdermar Costa, entrou na mira de uma investigação dentro do contexto da trama golpista. O inquérito foi reaberto após decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Alexandre de Moraes, que é relator do caso, foi responsável por propor a reabertura do inquérito. Na votação, 4 ministros acolheram o pedido e apenas um foi contrário a ideia. A decisão foi tomada durante o julgamento do núcleo 4.
Com decisão da Primeira Turma, a Polícia Federal deverá reabrir o inquérito para investigar a suspeita de envolvimento do próprio Valdemar nos crimes cometidos em meio ao contexto da trama, em especial tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa..
Valdemar já havia sido indiciado pela Polícia Federal, mas acabou não incluído na lista de denunciados pela Procuradoria Geral da República. Logo após decisão, advogados de Valdemar afirmaram que não comentariam.
Dentre os membros da Primeira Turma, o único que votou contra a reabertura do inquérito foi o ministro Luiz Fux. Vale lembrar que Fux pediu para deixar a Primeira Turma, interessado na vaga deixada por Luis Roberto Barroso na Segunda Turma.
O pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, que acabou acatado pelos demais ministros, aconteceu durante a condenação de Carlos César Moretzsohn Rocha, que era presidente do Instituto Voto Legal (IVL).
Foi o IVL que, a pedido do PL de Valdemar, elaborou um relatório que questionava a segurança das urnas eletrônicas. O relatório serviu como base para que o PL entrasse com um pedido de anulação das eleições que elegeram o presidente Lula.
Na época, o STF questionou o relatório, dando prazo para apresentação de provas, e também questionou o pedido da anulação da eleição. Isso porque o PL, que saiu com grande vitória no Congresso, pediu a anulação apenas da eleição presidencial – ainda que as mesmas urnas tivessem sido usadas nos demais pleitos.
