Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo atualizou o processo dos envolvidos na morte da estudante Carmen de Oliveira Alves. A jovem foi morta no último dia dos namorados, no interior de São Paulo, no município de Ilha Solteira.
Até então, dois homens haviam sido alvos de pedidos de prisão. No entanto, agora o Ministério Público solicitou a prisão de um terceiro suspeito. Estão presos o então namorado da vítima, identificado como Marcos Yuri Amorim, e Roberto Carlos Oliveira, policial militar ambiental da reserva.
De acordo com as investigações da polícia, Roberto e Marcos mantinham uma relação paralela ao relacionamento entre Marcos e Carmen. Os dois teriam tramado o homicídio da jovem em conjunto.
Segundo o Ministério Público, após a morte de Carmen, Marcos e Roberto teriam contado com a ajuda de um terceiro homem para ocultar o corpo da vítima. A promotora de Justiça Laís Bazanelli Marques Deguti acusa o terceiro suspeito de fraude processual e ocultação de cadáver. Além de ajudar a esconder o corpo, o homem também teria contribuído para a destruição de provas.
A Polícia Civil assumiu as investigações sobre o desaparecimento da vítima ainda em junho, quando familiares denunciaram o sumiço de Carmen. Com o avanço das investigações, os policais descobriram que Marcos teria orquestrado o crime porque não queria assumir a relação com a jovem.
As investigações ainda apontaram que Carmen vinha chantageando Marcos para que ele assumisse a relação. A jovem tinha um dossiê com provas de que Marcos vinha cometendo crimes e usava o documento para ameaça-lo.
Ainda segundo o Ministério Público, meses antes de ser morta, Carmen havia mandado mensagens para uma amiga e revelado que estava sendo ameaçada. Na mesma conversa, Carmen também teria alertado que, caso algo acontecesse com ela, o culpado seria Marcos.
