Após a reabertura da investigação contra Valdemar Costa Neto no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro teve um pedido negado, nesta última quarta-feira, dia 22 de outubro.
O ministro Alexandre de Moraes indeferiu a solicitação da defesa para que o presidente do PL pudesse visitá-lo em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
Moraes justificou a negativa lembrando que Bolsonaro está proibido de manter contato com outros investigados na trama golpista. A decisão frustrou os planos do ex-presidente, que havia solicitado a visita de seu principal aliado político para a próxima semana.
A negativa de Moraes acontece um dia após a Primeira Turma do STF, por 4 votos a 1, determinar a reabertura da investigação contra Valdemar Costa Neto.
O presidente do PL, que chegou a ser indiciado pela Polícia Federal, não havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um primeiro momento.
A reabertura do caso foi um pedido do próprio ministro Alexandre de Moraes, durante o julgamento do chamado “núcleo 4” da trama golpista e mais detalhes foram expostos.
Para ele, não faria sentido condenar o presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha, por fornecer dados falsos ao PL, e não investigar a fundo a participação de quem o contratou.
O caso remete à ação movida pelo PL no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar, sem provas, o resultado das eleições que ocorreram no ano de 2022.
A PF já havia apontado que Valdemar apoiou e financiou os questionamentos ao sistema eleitoral, em uma ação que resultou em uma multa milionária para o partido.
No momento, a situação jurídica de Valdemar Costa Neto volta a se complicar. A PGR terá que reexaminar o caso e decidir se oferece uma denúncia formal contra o dirigente partidário.
Enquanto isso, a proibição do encontro entre ele e Bolsonaro, imposta por Moraes, isola ainda mais o ex-presidente que segue em prisão domiciliar.
