No Rio de Janeiro, um casal luta para descobrir o paradeiro do corpo do filho. Jheneffer Morais deu entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste, ainda com o bebê no útero.
Após a confirmação da morte, o corpo da criança desapareceu. Jheneffer e o marido, Gabriel do Nascimento, seguem sem respostas sobre a localização do corpo do filho e agora acionaram a Justiça.
Acontece que existem indícios de que o corpo do bebê Gael pode ter sido enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, como indigente. A família entrou com um pedido na Justiça pela exumação do corpo, para ser realizado um exame de DNA.
“Fomos ao cemitério e me levaram até onde supostamente meu filho foi enterrado, sem meu consentimento, sem minha liberação (…) Só hoje fiquei sabendo que ele foi enterrado como indigente. Estamos muito arrasados com essa situação”, desabafou o pai.
Ao comentar novamente sobre o pedido de exumação, Gabriel reforçou a importância de encerrar esse momento com dignidade. “Queremos apenas ter certeza para chegarmos a um desfecho concreto e poder encerrar esse ciclo com um pouco de paz”, disse.
Procurado pelo portal O Dia, o advogado da família, Eduardo Cavalcanti, explicou que a intenção é fazer um exame de DNA e, se positivo, prosseguir com os ritos de despedida que a família merece.
O advogado ainda explicou que não se tem certeza de que o corpo é realmente o corpo do bebê Gael. Por isso, o exame é fundamental para garantir à família o direito de uma despedida digna e um encerramento deste ciclo.
Cavalcanti também afirmou que, neste momento, ainda não esta clara de quem foi a responsabilidade por encaminhar o corpo do bebê para o cemitério e como se discorreram os fatos para que o enterro fosse como indigente.
