O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, que o Brasil tem mantido postura aberta ao diálogo, mas não tem encontrado reciprocidade por parte do governo dos Estados Unidos nas tratativas sobre as barreiras comerciais impostas ao país.
As declarações foram feitas durante cerimônia no Palácio do Planalto voltada à sanção e ao anúncio de medidas de amparo ao setor produtivo nacional. A sobretaxa de 25% confirmada pela gestão de Donald Trump sobre produtos brasileiros começou a vigorar nesta mesma quarta-feira.
A medida norte-americana fundamentou-se em investigações que alegam restrições ao comércio por parte do Brasil, citando regulamentações de plataformas digitais e o sistema de pagamentos Pix.
Apesar das divergências, o presidente descartou o encerramento do diálogo institucional e ressaltou que o Brasil continuará na mesa de negociações apresentando propostas, ao mesmo tempo em que buscará a diversificação de mercados consumidores para as exportações afetadas.
Em seu discurso, Lula reforçou que o país não deixará de apresentar alternativas e que não vai parar de buscar outros compradores pelo mundo, mostrando que não irá agir com passividade diante do apresentado.
Para conter os impactos econômicos das tarifas sobre a indústria nacional e contornar os reflexos de conflitos no Oriente Médio, o governo federal formalizou um pacote de crédito significativo para socorrer as companhias brasileiras.
Foi anunciada a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito destinados prioritariamente a empresas de setores diretamente atingidos pelas tarifas, como aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, indústrias estratégicas como as de fertilizantes, farmacêutica e minerais críticos, além de exportadores com negócios impactados no Golfo Pérsico.
Além disso, o presidente sancionou a ampliação do programa “Brasil Soberano 2”, garantindo mais R$ 15 bilhões em linhas de financiamento criadas em resposta às restrições comerciais norte-americanas.
O Poder Executivo informou que mantém estudos para avaliar novas ações de apoio caso as empresas enfrentem dificuldades persistentes no escoamento e na comercialização das mercadorias tarifadas.
