O desaparecimento de jovens costuma mobilizar familiares, autoridades e moradores de diferentes cidades, principalmente quando o caso permanece sem respostas por semanas.
A angústia aumenta à medida que o tempo passa sem pistas concretas, enquanto familiares seguem tentando entender o que aconteceu e pedindo ajuda para localizar os desaparecidos.
No Paraná, o caso das primas Sttela Dalva Melgari Almeida e Letycia Garcia Mendes completa um mês cercado de dúvidas e apreensão. As jovens, moradoras de Cianorte, foram vistas pela última vez em imagens de câmeras de segurança registradas no dia 21 de abril, em Paranavaí, no Noroeste do estado.
Desde então, a polícia segue investigando o paradeiro das duas e também procura o principal suspeito do caso, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido pelos apelidos de “Cleitinho do Pó” e “Dog Dog”. Até o momento, ele não foi localizado pelas autoridades.
Em entrevista concedida à Rede Massa | SBT, a mãe do suspeito falou sobre o caso sem revelar a identidade. Emocionada, ela afirmou que não mantém contato com o filho há anos e revelou surpresa diante das acusações envolvendo o nome dele na investigação.
Durante o relato, a mulher disse que o filho se afastou da família há bastante tempo e pediu que ele procure as autoridades para esclarecer o desaparecimento das jovens. Ela também demonstrou solidariedade às famílias das primas e afirmou compreender o sofrimento vivido pelas mães das meninas.
“Eu não sei o que aconteceu, nunca fez isso. Ele desapareceu, nunca mais vi. Filho, o que você tem com essas meninas? Fala, pelo amor de Deus, o que você fez com elas. Eu sei como essas mães devem estar sofrendo. Se entrega, fala onde elas estão, larga dessa vida”, disse.
As investigações apontam que a última vez em que as jovens foram vistas pelos familiares aconteceu no dia 20 de abril. Já as imagens de monitoramento analisadas pela polícia mostram Sttela e Letycia deixando uma boate em Paranavaí no dia seguinte, durante o feriado de Tiradentes.
Desde o desaparecimento, equipes policiais seguem reunindo informações e analisando imagens, testemunhos e possíveis pistas que possam ajudar na localização das primas.
O caso continua causando grande repercussão na região e mobilizando campanhas nas redes sociais, onde amigos e familiares mantêm pedidos por informações que possam contribuir com as buscas.
