Um acidente devastador ocorrido em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, provocou comoção e revolta entre moradores e familiares das vítimas.
Na tarde de quarta-feira, 21 de janeiro, um caminhão desgovernado atingiu um carro estacionado, arrastando-o até a fachada de uma casa. No interior do veículo estavam uma mãe e sua filha de apenas seis anos, que não resistiu aos ferimentos. A mãe permanece hospitalizada em estado grave.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista do caminhão perdeu o controle do veículo ao descer a Rua Uruguaiana, em uma ladeira íngreme. No momento da curva, o condutor teria saltado da cabine, deixando o caminhão desgovernado.
Imagens de câmeras de segurança captaram o instante em que o caminhão colide com o automóvel e, em seguida, com a casa atingida. A menina, que comemoraria seu aniversário de sete anos naquele mesmo dia, morreu no local. A mãe, Luciana Rabello, de 29 anos, sofreu múltiplas fraturas e foi levada para o Hospital Raul Sertã.
O pai, em estado de choque, também recebeu atendimento na mesma unidade. Uma amiga da família relatou que ele havia saído rapidamente para comprar refrigerantes para a festinha da filha, marcada para as 19h, enquanto mãe e filha aguardavam dentro do carro.
O motorista, que também ficou ferido, foi encaminhado ao hospital e ainda não prestou depoimento. Segundo informações preliminares, ele não possuía carteira de habilitação, embora atuasse como motorista de caminhão há mais de oito anos.
A Polícia Civil confirmou que ele realizava entregas com frequência, e o superior imediato está sendo investigado por possível entrega temerária de veículo a pessoa inabilitada. Outro passageiro que estava no caminhão passou por cirurgia após o acidente.
O delegado Erick França, responsável pelo caso, afirmou que a perícia já foi realizada no local para apurar as causas exatas da falha mecânica e possíveis responsabilidades. O caminhão era usado para transporte de cargas e estava com dois passageiros além do motorista.
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O caso levanta questionamentos sobre a responsabilidade de empresas que permitem a condução de veículos por motoristas sem habilitação e reacende o debate sobre a fiscalização no setor de transporte.
Enquanto isso, familiares e amigos lidam com uma perda irreparável e com o trauma de uma tragédia que interrompeu, de forma abrupta, uma celebração que deveria marcar um momento de alegria.
