Nesta quarta, dia 20 de agosto, o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi alvo de um mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação teve como base investigações que apuram suposta coação e tentativa de obstrução de Justiça em processos ligados à trama golpista que envolve aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como resultado, a Polícia Federal apreendeu o celular do pastor, três cadernos de mensagens bíblicas e seu passaporte, além de restringir sua saída do país. No dia seguinte à ação, Malafaia publicou um vídeo nas redes sociais, de pouco mais de quatro minutos, no qual criticou duramente Moraes.
O pastor afirmou que está sendo alvo de uma perseguição política e religiosa, chamando o ministro de “ditador de toga”. Ele disse ter sido abordado no aeroporto ao retornar de Portugal, momento em que teve seus pertences recolhidos.
“Que país é esse?”, questionou, demonstrando indignação pela forma como a medida foi conduzida. Durante a gravação, Malafaia se disse revoltado com o que chamou de vazamento seletivo de informações do inquérito para a imprensa, antes mesmo de seus advogados serem notificados. Veja o vídeo:
Em suas palavras, o episódio acabou revelando, de forma involuntária, sua independência e integridade, pontos que ele considera positivos diante da exposição pública. O pastor ainda se dirigiu a outros ministros do Supremo, como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, questionando se teriam “medo” de Alexandre de Moraes.
Além disso, revelou que encaminhou vídeos e cartas a líderes religiosos internacionais, incluindo o ex-presidente Donald Trump, denunciando o que entende ser perseguição religiosa.
Até o momento, Malafaia não foi formalmente indiciado, mas está proibido de manter contato com outros investigados. A Procuradoria-Geral da República segue avaliando os elementos reunidos para decidir se apresenta denúncia contra ele.
