O mecânico e caminhoneiro Amadeus José da Silva, de 61 anos de idade, que estava desaparecido desde a manhã de quinta-feira, 18 de junho de 2026, foi localizado sem vida na tarde deste sábado, 20 de junho.
O corpo do idoso foi encontrado por seus próprios filhos no interior de uma carreta caçamba estacionada em um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-153, nas proximidades do Terminal Novo Mundo, em Goiânia.
Devido ao intervalo de tempo entre o sumiço e a localização, os restos mortais do trabalhador já apresentavam um avançado estado de decomposição.
Conforme os relatos de seu filho, Amadeus José da Silva Júnior Mendanha, o caminhoneiro havia se deslocado até o estabelecimento para prestar um serviço de mecânica a um cliente no dia do desaparecimento.
O sumiço mobilizou os parentes, que registraram um boletim de ocorrência junto ao Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) da Polícia Civil do Estado de Goiás e realizaram buscas em hospitais e redes sociais.
Diante da ausência de notícias, os irmãos decidiram refazer os passos do pai e vistoriar os veículos do local, onde acabaram fazendo a trágica descoberta.
Imagens registradas pelo circuito de câmeras de segurança da conveniência do posto de gasolina ajudaram a esclarecer a cronologia dos últimos momentos do idoso.
Os registros em vídeo mostram Amadeus comprando uma marmita, alimentando-se ao lado do caminhão e, na sequência, acessando o interior do compartimento da caçamba pela tampa traseira, momento após o qual não foi mais avistado.
A principal hipótese levantada pela família é de que o mecânico tenha passado mal dentro da estrutura metálica sem que nenhuma pessoa ao redor percebesse a sua presença.
Inicialmente, os familiares levantaram a suspeita de que a vítima pudesse ter sofrido uma descarga elétrica devido ao cenário encontrado, mas o Corpo de Bombeiros Militar informou que as características macroscópicas eram compatíveis com um quadro de infarto agudo do miocárdio.
O exame necroscópico preliminar realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou morte por causas naturais, embora o laudo oficial tenha sido classificado como inconclusivo justamente em decorrência do estágio de deterioração do corpo.
Equipes da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) compareceram à cena para coordenar os primeiros levantamentos e a Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames complementares da Polícia Técnico-Científica para encerrar formalmente o inquérito.
