O caso ocorrido no último domingo na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru, gerou profunda indignação após a divulgação de certas imagens.
As imagens mostram uma equipe do Samu ignorando alertas de testemunhas sobre os sinais vitais de uma vítima de atropelamento. Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, havia sido declarada morta no local pela médica responsável.
A profissional de saúde chegou a autorizar a cobertura do corpo e o encaminhamento ao IML. No vídeo registrado por populares, é possível ouvir gritos desesperados afirmando que a jovem ainda respirava.
Enquanto tudo isso acontecia, os profissionais de saúde mantinham o diagnóstico. Mais detalhes foram expostos e chamaram atenção na gravação que foi disponibilizada e divulgada nas redes sociais.
A negligência médica só não resultou em uma tragédia definitiva devido à intervenção de um socorrista da concessionária Eixo SP. Ao desconfiar do diagnóstico e observar a vítima mais de perto, ele tomou uma atitude.
O profissional percebeu que Fernanda apresentava movimentos respiratórios e iniciou imediatamente as manobras de reanimação. O procedimento foi bem-sucedido no local, revertendo o quadro e permitindo o transporte de emergência.
Diante da gravidade da conduta e da repercussão do vídeo, a médica que atestou o óbito equivocadamente foi prontamente afastada de suas funções enquanto uma investigação administrativa apura as circunstâncias do atendimento.
Atualmente, Fernanda permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru. Segundo o boletim médico mais recente, divulgado nesta terça-feira, o estado de saúde da jovem exige cuidados intensivos.
Porém, ainda há sinais de estabilização que permitiram o início da redução dos sedativos. O objetivo da equipe multidisciplinar é avaliar a resposta neurológica e clínica da paciente para verificar se ela terá condições de respirar sem ajuda de aparelhos.
