A Polícia Civil do Paraná confirmou nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, por meio de dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que o corpo encontrado na região de Porto Tigre, no município de Nova Londrina, pertence a Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos.
A idosa estava desaparecida desde meados de junho, após viajar da cidade de Maringá para a região Noroeste do estado. O cadáver havia sido localizado no dia 14 de julho por um pescador que acionou as autoridades locais.
Conforme o relatório do Corpo de Bombeiros, o corpo estava parcialmente submerso e preso a galhos a cerca de quatro metros da margem do rio, o que acendeu um alerta por parte das autoridades.
Encaminhado à Polícia Científica para os devidos exames periciais, o reconhecimento oficial ocorreu por meio da análise da arcada dentária, cujo resultado conclusivo foi homologado seis dias após o recolhimento.
A delegada responsável pelo caso, Angelica Nunes, informou que as investigações prosseguem e que ainda não há suspeitos formalmente identificados. Eulália deu notícias à família pela última vez no dia 15 de junho, quando saiu de sua residência na região de Maringá no início da manhã sem avisar aos filhos.
Câmeras de segurança registraram a idosa deslocando-se até a rodoviária da cidade, onde comprou uma passagem e embarcou com destino a Nova Londrina, desembarcando no terminal da cidade às 12h41.
Sua última resposta no aplicativo de mensagens ocorreu às 12h31 e, a partir das 12h46 daquele mesmo dia, seu aparelho celular deixou de registrar sinal, o que preocupou familiares.
A principal hipótese investigada pela polícia, com base no relato de familiares e testemunhas, envolve um possível golpe financeiro com desfecho trágico. Mais detalhes deverão ser investigados.
Uma amiga próxima relatou que Eulália havia comentado em segredo sobre a intenção de adquirir uma propriedade em Nova Londrina, negociada com um conhecido.
Em levantamento preliminar, a filha da vítima, Josiane da Silva Lima, descobriu que a mãe havia ido a duas agências bancárias para realizar saques em dinheiro uma semana antes da viagem.
A família destacou que Eulália era uma mulher lúcida, independente e que mantinha contato diário com os filhos, motivo pelo qual a falta de notícias gerou desespero imediato. Até o momento, os detalhes sobre o velório e o sepultamento de Eulália não foram divulgados.
