A morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, continua provocando forte repercussão e levantando questionamentos sobre o que realmente aconteceu durante a ocorrência. Meu filho “foi executado por um colega de forma perversa e desumana”.
Enquanto a investigação segue em andamento, familiares das vítimas começaram a se manifestar publicamente, contestando algumas das informações iniciais divulgadas após o crime. O pai de Yago Gomes afirmou que não acredita na versão de que o suspeito, um colega de corporação, teria sofrido um surto antes dos disparos.
Em desabafo marcado pela emoção, ele declarou que o filho foi morto de forma intencional e classificou o caso como uma execução praticada por alguém que trabalhava ao lado das vítimas.
“Para matar meu filho, que estava dirigindo a viatura no momento do crime, o assassino encostou a arma na cabeça do Yago e disparou. Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução”, denunciou Pedro Pereira.
A ocorrência abalou servidores da segurança pública, a população local e gerou manifestações de pesar por parte das autoridades estaduais. As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos.
Segundo informações da Polícia Civil, os dois retornavam de uma ocorrência quando foram atingidos dentro da viatura oficial. O suspeito do crime é o policial civil Gildate Goes, de 61 anos, que também estava no veículo no momento do ocorrido.
De acordo com informações preliminares apuradas pelas autoridades, o suspeito ocupava o banco traseiro da viatura e teria apresentado um comportamento alterado antes dos disparos.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas, mas os dois policiais já estavam sem vida quando o socorro chegou ao local. Yago Gomes era natural de Sergipe e havia ingressado na Polícia Civil em 2023. Ele atuava na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.
Já Denivaldo Jardel era pernambucano e fazia parte da corporação desde 2003, também trabalhando na mesma unidade policial. Colegas descreveram as vítimas como profissionais experientes e comprometidos com o serviço prestado à população.
Após o ocorrido, equipes policiais localizaram Gildate Goes em sua residência. Segundo a Polícia Civil de Alagoas, ele apresentava falas desconexas no momento da abordagem e acabou preso.
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A viatura onde tudo aconteceu também passará por exames periciais para auxiliar na investigação. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Segurança Pública lamentou profundamente o ocorrido e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas dos policiais.
